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DECLARAÇÃO – ASSOCIAÇÕES DE DANÇA

A Escola Artística de Dança do Conservatório Nacional (EADCN) é uma instituição pública de ensino integrado, especializada no ensino da Dança, com particular incidência no bailado clássico (nas suas variantes) e na dança contemporânea (na tradição de Martha Graham).
Do seu Conselho Geral fazem parte a Companhia Nacional de Bailado (CNB), dirigida por Sofia Campos, a Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo (CPBC), dirigida por Vasco Wellenkamp e o Quorum Ballet, dirigido por Daniel Cardoso, que tomam parte das mais importantes decisões relativas ao funcionamento da escola, entre as quais a escolha do seu diretor.
Sendo uma instituição pública, financiada pelo Estado, submete-se à tutela do Governo da República e ao respetivo Ministério da Educação.
Porém, gozando da autonomia que a lei lhe concede, define os seus próprios projetos e tem, ao longo das décadas da sua existência, realizado parcerias e desenvolvido projetos com companhias de dança, escolas e coreógrafos, nacional como internacionalmente, não se fechando sobre si mesma e procurando actualizar-se em termos das novas tendências/ correntes desta Arte, até na procura de profissionais que possam ir contribuindo para a sua modernização em termos do ensino.
Nesta particular conjuntura histórica, em que as Artes e o seu ensino correm sérios riscos, temos sido abordados no sentido de aderirmos a projetos associativos na área do ensino da dança. Embora compreendendo a relevância, para os profissionais (diretores, professores, monitores), como para os utentes (alunos, formandos), deste tipo de agregação, cujo objetivo procura na união a força reivindicativa, consideramo-nos fora dos contextos privados e comerciais em que se inserem. Por esta razão, não temos dado resposta a estas solicitações.
Compreendemos a validação e a relevância que a adesão da Escola de Dança do Conservatório a estas propostas poderia constituir para estas associações/ plataformas, mas não podemos comprometer o nome EADCN, que é público e, portanto, não disponível para uso privado.
Concluindo, neste sentido, continuaremos a ser a nossa própria voz, independente, disposta a parcerias e protocolos de colaboração, mas sem passarmos procurações que envolvam o nome da instituição junto de quaisquer organismos oficiais, mesmo que sobre matérias com as quais concordemos ou princípios que partilhemos.
Gratos pela compreensão.

O Diretor
Paulo Ferreira

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